Estudantes do IFMA recolhem Placas de Raios X para reciclagem

Com apenas 16 anos, a estudante do curso técnico em química do campus São Luís-Monte Castelo do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), Hyngrid Coelho, está desenvolvendo um projeto de iniciação científica que tem o objetivo de recolher placas de Raios X para a realização de reciclagem e obtenção da prata. A proposta é, futuramente, também conseguir obter plástico a partir desse processo.

O projeto “Trabalho obtenção e reciclagem da prata e do plástico das placas de Raios X”, que teve início em agosto desse ano, tem o apoio do IFMA por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC Ensino Médio CNPq/IFMA 2017-2018) e conta com mais três estudantes do curso técnico em química: Ana Carolina França, João Pedro Santos e Letícia Costa. A orientação é do professor do Curso de Química do Campus, Luiz Carlos Júnior.

Hyngrid Coelho conta que a ideia surgiu quando o pai de uma das alunas da pesquisa viu uma reportagem na televisão, informando que alguns hospitais estavam recolhendo placas de Raios x. “Como nós somos da área de química, ficamos com algumas perguntas na cabeça: o que teria nessas placas? Será que daria para reutilizar alguma coisa delas?”, questionou na época a estudante.

Assim, Hyngrid Coelho teve a ideia de submeter um projeto de iniciação científica para poder se aprofundar no tema. “Nosso projeto, inclui a conscientização das pessoas, pois a maioria não sabe como e onde descartar as placas. Um descarte indevido traz consequências negativas à natureza, como contaminação dos lençóis freáticos, dos rios e do solo”, explicou.

O orientador do projeto, Luiz Carlos Júnior, ressaltou a relevância social da iniciativa. “Apesar de termos hoje as imagens de Raios X feitas de forma digital, ainda temos equipamentos que operam produzindo uma película, que contém prata e plástico, que são dois componentes que quando descartados de forma inadequada causam sérios danos ao meio ambiente. A proposta é, portanto, diminuir esses impactos, extraindo a prata e dando novas utilidades ao acetato das radiografias, utilizando técnicas simplificadas de reciclagem. Outro aspecto é fazer a comunidade ter conhecimento sobre a destinação correta das chapas de radiografias”, analisou o professor.

Próximos passos da pesquisa - Hyngrid Coelho explica que ainda não foi possível obter a prata pura a partir desse procedimento de reciclagem. “Quando a prata se apresenta em forma de pó, ela traz impurezas que necessitam ser retiradas. Assim, teremos de realizar outro processo após a obtenção desse pó”, esclareceu.

Atualmente, as estudantes conseguiram recolher cerca de 30 placas. O objetivo é obter um número maior. “Como a quantidade de prata acaba se reduzindo com os processos realizados, precisamos de um volume maior para realizar mais lavagens e, com isso, conseguirmos uma quantidade significativa de prata, que pode ser destinada a lugares que compram prata e serem usadas para a produção de joias”, informou.

As Placas de Raios X podem ser entregues na recepção do campus São Luís-Monte Castelo, que está localizado na Avenida Getúlio Vargas, nº 04, Monte Castelo (MA).

Fonte: Assessoria de Comunicação do Instituto Federal do Maranhão (IFMA).

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