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Parceria entre IFG e FH Aachen resulta em pesquisa de mestrado de estudante intercambista

Pesquisa realizada pelo estudante intercambista da Alemanha, Julian Huwer, que resultou na dissertação de mestrado defendida no dia 5 de julho, é um dos primeiros frutos do acordo firmado entre Instituto Federal de Goiás (IFG) e Universidade de Ciências Aplicadas de Aachen (FH Aachen), da Alemanha, em 7 de julho do ano passado. O trabalho científico investigou a análise do ciclo de vida e a determinação da demanda energética da Estação de Tratamento de Esgoto de Goiânia (ETE).

A realização da dissertação de mestrado do engenheiro eletricista Julian Huwer foi possível graças à parceria entre as duas instituições, que viabilizou a mobilidade acadêmica internacional do estudante para que ele realizasse a pesquisa em Goiás, tendo o apoio do Mestrado Profissional em Tecnologia de Processos Sustentáveis, ofertado no IFG – campus Goiânia.

A pesquisa contou com a orientação do professor da FH Aachen, Markus Grömping, e do professor do IFG – campus Goiânia, Joachim Werner Zang.

O estudante recebeu apoio financeiro para a mobilidade internacional por meio do Serviço de Intercâmbio Acadêmico Alemão (DAAD). A defesa da dissertação foi realizada no campus Goiânia via videoconferência.

De acordo com o professor Joachim Werner Zang, o estudo teve como foco a avaliação energética, ecológica e econômica de diferentes cenários futuros para o tratamento de esgoto de Goiânia, com objetivo de que as projeções realizadas na dissertação possam apoiar as estratégias futuras que poderão ser implementadas na estação.

Na pesquisa, os dados básicos foram fornecidos pela Companhia Saneamento de Goiás (Saneago), órgão que administra a ETE, e a investigação concentrou-se em realizar projeções a respeito do tratamento de efluentes domésticos, como previsto nos atuais projetos de ampliação da estação de tratamento de esgoto, com a possibilidade de duplicação do fluxo e mais duas fases de tratamento do esgoto, sendo anaeróbio e aeróbio.

Além disso, foi analisada na pesquisa a opção adicional de implementar a secagem solar do lodo, resíduo gerado no tratamento do esgoto. De acordo com o estudo, a ETE produz atualmente 110 toneladas por dia de lodo, podendo gerar futuramente mais de 200 toneladas por dia.

No estudo, o pesquisador propõe o uso da luz solar para a secagem do lodo em combinação com a geração de energia num sistema de cogeração e como uma alternativa ao uso da tecnologia de geração de biogás.

A respeito das projeções para produção de energia renovável a partir do lodo resultante do tratamento de esgoto, o professor Joachim Werner Zang explica como o estudo pode contribuir para sustentabilidade na ETE: “Com o lodo existente na estação dá para fazer biogás, que pode ser utilizado na produção de energia elétrica e alimentar um reator. O estudo faz uma estimativa de investimentos para o reaproveitamento desse lodo, para que a estação de tratamento de esgoto realize a sua própria produção de energia elétrica. E também o lodo, após ser utilizado nesse reator para produção de energia, posteriormente pode virar um fertilizante, e não ser mais apenas um resíduo”, explica o professor. Os resultados da pesquisa serão publicados em breve em revista especializada, segundo o docente.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Instituto Federal de Goiás (IFGO)

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