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Startup composta por alunos do IFG viabilizará plataforma colaborativa para serviço de entregas

Sabe quando você se interessa em comprar uma mercadoria, da sua própria cidade, mas não tem como ir buscá-la? Ou então, você pretende vender algo, mas não possui logística para entregar o seu produto?

Pois, se depender da We-Bring, startup formada por estudantes do Instituto Federal de Goiás (IFG), essas questões estarão resolvidas graças a um aplicativo que fará a ponte entre cliente e vendedor, tornando o serviço de frete bem mais vantajoso e sustentável.

Fazem parte da empresa os alunos do Instituto Federal de Goiás (IFG) - campus Goiânia, Vinícius Costa e Marcos Vinícius Bertolo, do curso de Engenharia de Controle e Automação; Lucas Rodrigues e Milton Divino de Faria, de Sistemas de Informação; Danilo Bonfim, de Engenharia Mecânica; e Amarildo Moreira, do curso de Engenharia Civil do campus Jataí.

O grupo foi formado durante a Maratona do Programa Células Empreendedoras, que estimulou os estudantes do IFG a idealizarem negócios para solucionar problemas encarados pela sociedade atual.

O problema apontado pelo grupo foi justamente o de logística que envolve a entrega de mercadoria, principalmente para microempreendedores. Com isso, os estudantes pensaram em uma plataforma colaborativa – semelhante à Uber – em que pessoas pudessem se cadastrar para serem entregadores, ou “bringers”, como eles chamam.

Esses “bringers” ficam responsáveis por retirar a mercadoria do pequeno produtor/empreendedor e levá-lo até o comprador, aproveitando o trajeto feito em sua rota diária. Segundo Vinícius Costa, a ideia é desafogar o trânsito, fazendo com que esse serviço de entrega seja realizado sem que o entregador precise desviar da rota que, de toda forma, já realizaria. Com isso, evitaria o que ocorre com os serviços convencionais de frete, em que os entregadores se deslocam até a loja, retiram a mercadoria, percorrem o caminho até a destinação final do produto e, posteriormente, retornam ao seu ponto original.

“Ele pode aproveitar o caminho que faz todos os dias de ida ou de volta para o trabalho, passar na loja onde eu comprei o meu produto e entregá-lo na minha casa, já que estou dentro da rota dele”, explica. “Nisso, ele ganha dinheiro com a entrega e agregar valor ao seu trajeto”, completa Vinícius.

We-Bring - O aplicativo ainda está em fase de construção e, para isso, cada aluno colabora com os conhecimentos da área que domina. “Eu e o Lucas ficamos com a parte de programação, mas todos ajudam de alguma forma”, conta Milton, estudante do 8º período de Sistemas de Informação do IFG – campus Goiânia.

Os estudantes explicam que utilizarão a tecnologia de geolocalização para que vendedores e compradores consigam contatar o bringer que estiver mais apto à rota que for demandada. Os bringers se cadastram no aplicativo, indicando o seu trajeto rotineiro.

“Por exemplo, comprei um livro pelo site da livraria de um shopping da cidade. Posso entrar no app e localizar o bringer que estiver passeando pelo shopping e que vai voltar na direção da minha casa. O trajeto que ele faria, de toda forma, agora ele vai fazer e ganhar o valor da entrega que eu estou solicitando. Além disso, não vou depender do frete da loja, que demoraria muito mais e seria mais caro”, explica o professor Eduardo Noronha, coordenador do projeto Células Empreendedoras no campus Goiânia.

O bringer também poderá cadastrar o percurso de qualquer descolamento, desde que esteja dentro do seu planejamento. Ou seja, ele pode ir diariamente do Setor Santa Genoveva ao Centro, mas, caso decida visitar alguém ou resolver algo em outro bairro, ele poderá inserir essa nova rota temporária, dando mais oportunidade para conseguir outras entregas.

Pode se cadastrar no aplicativo qualquer pessoa que conduza qualquer tipo de veículo, incluindo pedestres, ciclistas e usuários do transporte público. “Desde que o serviço seja executado dentro da rota dele, não há problema”, acrescenta Vinícius.

O máximo que o app permitirá de desvio da rota cadastrada pelo bringer será uma distância de 2 km. Além disso, o bringer poderá estipular o tamanho máximo de mercadoria que poderá transportar, de acordo com suas limitações, por questão de segurança.

A metodologia para estipular o valor das entregas ainda está em fase de estudo. De acordo com Vinícius Costa, algumas variáveis serão levadas em consideração, como trajeto, tamanho e peso da mercadoria a ser entregue, entre outras.

Entrega segura - Para os estudantes da We-Bring, a ideia é amenizar o trânsito, mas é preciso investir em metodologia que traga segurança para quem oferece e utiliza o serviço.

Vinícius explica que o todos os bringers receberão uma validação, uma avaliação, tanto de quem emite o produto tanto de quem o recebe. Além disso, os entregadores cadastrados no app terão o direito de checar o tipo de mercadoria que estão transportando, se está devidamente embalada para o transporte (isso ficará a cargo da loja/microempreendedor) e se está dentro das normas legais.

Para os clientes, haverá a possibilidade de contratar um seguro, que garantirá a integridade do objeto que receberá. De acordo com os estudantes, essas ferramentas darão segurança a quem utilizar plataforma.

Destaque - A ideia do grupo de alunos do campus Goiânia, em parceria com o estudante do campus Jataí, obteve o prêmio de segundo lugar durante a maratona do projeto Células Empreendedoras, realizada em junho. Eles e outras quatro equipes foram selecionadas para a fase seguinte da competição, etapa de validação das ideias propostas e concorrem, junto com equipes dos Institutos Federais do Rio de Janeiro, Paraíba, Paraná, Pernambuco e Rondônia, à final do projeto.

Neste mês de setembro, o grupo foi selecionado para representar o IFG durante a Reunião dos Dirigentes das Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica (Reditec), que será realizada em Búzios, no Rio de Janeiro.

Para saber mais sobre outros projetos selecionados pela maratona Células Empreendedoras, clique aqui.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Instituto Federal de Goiás (IFG)

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