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Projeto do Cedro conquista terceiro lugar no Prêmio Jovem Cientista

O aluno Leonardo Silva de Oliveira, do 6º semestre do curso Técnico Integrado em Informática do campus do Cedro, conquistou o terceiro lugar na categoria Estudante do Ensino Médio na 29ª edição do Prêmio Jovem Cientista.

O anúncio ocorreu na terça-feira. 30/10, na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O tema deste ano foi "Inovações para Conservação da Natureza e Transformação Social". Leonardo vai receber um laptop na cerimônia de premiação, que vai ser realizada em 4 de dezembro em Brasília, no Palácio do Planalto.

O projeto é intitulado “Aquameaça: uma aplicação Android para identificação e monitoramento participativo dos Ecossistemas Aquáticos”. Os professores Humberto Beltrão e Evaldo Lira orientaram o projeto, do qual também participou o aluno Rodrigo Cadeira, do curso de Sistemas de Informação que, à época da criação do aplicativo, estava no Integrado em Informática.

Em maio deste ano, os orientadores acompanharam a realização dos testes no Açude Ubaldinho, em Cedro. A proposta foi criar um aplicativo de celular para monitoramento participativo dos ecossistemas aquáticos, o qual recebe informações dos usuários sobre ameaças aos rios e mares como descarte de lixo, despejo de esgoto ou pesca excessiva e ilegal.

A ideia da criação partiu da tese de doutorado do professor Evaldo que mapeou seis ameaças à conservação de ecossistemas aquáticos no semiárido: lixo ou esgoto, desmatamento, pesca excessiva, queimadas, retirada de água e espécies exóticas. A agricultura e agrotóxicos foram incluídos após conversas com a unidade local da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh).

Quando se abre o aplicativo, explicou Leonardo, encontram-se as opções de tipos de ameaça. “A pessoa que está usando o aplicativo se ver uma ameaça pode reportar, mandar uma foto e uma descrição para o aplicativo, aí vai ser armazenado no banco de dados e esse banco de dados vai ser analisado”, afirmou. O aluno informou que o aplicativo pode ser usado com ou sem internet, ainda está em fase de desenvolvimento, e o acesso está atualmente restrito aos participantes do projeto.

“Ser reconhecido em uma cidade pequena como o Cedro é algo muito bom”, disse Leonardo. O estudante deixou mensagem de incentivo a outros alunos. “Nunca tenha receio de fazer ciência, apesar de que às vezes pareça que seja inútil, mas todo tipo de conhecimento é útil”. Na opinião de Leonardo, a realização de pesquisa não dever ser feita apenas visando premiação. “Você precisa fazer uma pesquisa para contribuir para a sociedade”, declarou.

Participante do projeto até julho deste ano, Rodrigo Cadeira explicou que o projeto visa diminuir o impacto ambiental e orientar a população sobre os cuidados com o ecossistema por meio de uma tecnologia da informação que proporcione o monitoramento participativo e incentive a prática da sustentabilidade. Rodrigo disse que foi importante ter colaborado com o desenvolvimento do aplicativo. “Ressalto a magnitude que é trabalhar em atividades interdisciplinares dentro da instituição por enriquecer conhecimento advindo da busca pela informação (pesquisa). Agradeço aos orientadores pelo incentivo e a todos envolvidos nessa conquista”, falou.

Para o diretor do campus do Cedro, professor Fernando Eugênio Lopes de Melo, a conquista reforça a participação do IFCE no incentivo à preocupação com temas como o meio ambiente. “Parabéns Leonardo, a gente está aqui na escola trabalhando todo dia para que meninos como você surjam, deem resultados, façam diferente para que a gente possa ter um país mais forte, mais educado, mais coerente e mais humano”, comentou.

“Felizmente a gente conseguiu ter essa recompensa de ter o trabalho sendo reconhecido e aí levando também a possibilidade de os alunos continuarem trabalhando com pesquisa”, analisou o docente, o qual considerou que ter os alunos do Ensino Médio com mente de pesquisador é muito significativo, pois estimula o interesse pela pesquisa, integrando os conhecimentos.“É esse conhecimento multidisciplinar que traz resultados interessantes para toda a sociedade”, opinou.

O aluno Rodrigo Cadeira participou da fase inicial da criação do aplicativo e saiu em virtude de conclusão do curso Integrado em Informática. Leonardo começou a participar do projeto e desenvolveu algumas tarefas que deveriam ser incluídas no aplicativo. “Realizávamos reuniões semanais, onde eu orientava o aluno (Rodrigo) em relação às questões ecológicas e de conservação que deveriam estar presentes no aplicativo, enquanto o professor Humberto orientou o aluno em relação desenvolvimento propriamente do aplicativo na Plataforma Android”, contou o professor de Biologia, Evaldo Lira, coorientador da pesquisa e que trabalha atualmente no campus de Cajazeiras do IFPB.

Sobre a premiação, o docente disse que foi uma experiência boa e espera que outros alunos possam ser estimulados. O professor destacou que os Institutos Federais têm o potencial de dar a oportunidade aos alunos de desenvolver trabalhos que recebem premiações e o reconhecimento da comunidade científica.

O docente informou também que os alunos do terceiro semestre do Integrado em Informática testaram o aplicativo em visita ao açude Ubaldinho, em Cedro. “Eles utilizaram o aplicativo e indicaram quais eram as melhorias que poderiam ser feitas e essas melhorias foram feitas pelo aluno Leonardo”, acrescentou.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Instituto Federal do Ceará (IFCE)

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