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Fertilizante patenteado pelo IFC oferece opção sustentável aos produtores rurais

O Instituto Federal Catarinense (IFC) obteve, no começo deste mês, sua 11ª patente tecnológica. Trata-se da invenção do professor e pesquisador Mário Lettieri Teixeira, do campus Concórdia, que criou um fertilizante organomineral em pó a partir de resíduos da produção de brita e excrementos suínos.

O produto final é produzido a partir de partes iguais dos ingredientes orgânicos e inorgânicos, e atende às exigências do Ministério da Agricultura quanto ao teor de Cálcio, Magnésio, Enxofre, Cloro, Cobre, Ferro, Manganês, Silício e Zinco.

Além de ser uma alternativa eficaz para a introdução de nutrientes no solo – e, por consequência, estimular o desenvolvimento das plantas -, o produto idealizado pelo professor Teixeira promove a preservação do meio ambiente, não só por oferecer uma alternativa aos fertilizantes químicos (cuja utilização, além de oferecer riscos na aplicação, acaba por poluir lençóis freáticos e mananciais), mas também por ser composto de resíduos de difícil tratamento – com é o caso dos excrementos suínos – ou que seriam simplesmente descartados, o que geralmente acontece com o pó de brita (subproduto da produção de brita para a construção civil, também conhecido por filler basáltico).

A ideia central, segundo o professor, é utilizar materiais que existem em abundância na região. “A junção destas duas matérias-primas foi pensada para que houvesse a complementação dos minerais necessários para o completo desenvolvimento das plantas. Além disso, o produto tem o intuito de dar uma finalidade econômica para os dejetos suínos e, desta forma, contribuir para a preservação do meio ambiente”, explica Teixeira.

De acordo com Teixeira, as vantagens do produto em relação aos fertilizantes convencionais são muitas. “Além de suprir todas as demandas bioquímicas das plantas, por oferecer macro e micronutrientes, tem-se o custo baixo para o produtor. Por ser em estado sólido, é de fácil aplicação, não apresenta toxicidade ao operador e também não há necessidade de maiores cuidados no descarte de seu excesso. Em termos de produtividade, há um acréscimo de cerca de 25 a 30% de sacas por hectare, quando comparado com outros produtos disponíveis no mercado”, ressalta.

Há ainda outros benefícios. O agricultor que utilizar o composto em suas plantações terá mais facilidade em obter o selo de produtor orgânico. O produto também oferece uma fonte de renda extra aos suinocultores – uma vez que a produção em escala industrial da invenção demandaria uma grande quantidade da matéria-prima orgânica excretada pelos animais. “Acredito que esta patente reforça o engajamento do Instituto em promover soluções para os arranjos produtivos locais, cumprindo com o seu dever como instituição”, conclui Teixeira. “É uma forma de dizer para a sociedade que o Instituto está atento às necessidades das comunidades em que está inserido, além de promover soluções ambientalmente responsáveis, como uma nova utilização para os dejetos”.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Instituto Federal Catarinense (IFC)

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