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CPII completou 181 anos com muita música e homenagens

O campus Tijuca I abraçou a comunidade escolar que se reuniu no dia 5 de dezembro para comemorar os 181 anos do Colégio Pedro II, completados no dia 2 de dezembro. A festa contou com muitas apresentações artísticas e homenagens, que emocionaram servidores, estudantes, responsáveis e ex-alunos.

Após a entrada do Pelotão da Bandeira do campus Realengo II para execução do Hino Nacional e do Hino do CPII, o reitor Oscar Halac abriu a cerimônia ressaltando o respeito que a escola, e a direção do campus Realengo II em especial, mantém pelos símbolos nacionais.

Com o ressurgimento de questionamentos em torno do uso do uniforme escolar do CPII, Halac aproveitou a ocasião para reforçar o compromisso da instituição com o respeito às diferenças. “Nós não temos intenção alguma de transgredir nenhuma norma social, temos apenas a intenção de respeitar nossos alunos. Gostaríamos muito de que todas essas crianças que aqui estão concluíssem o ensino médio, mas sabemos que nem sempre isso é possível. Normalmente, aqueles em situação de maior vulnerabilidade social, acabam ficando pelo caminho”, afirmou.

Halac anunciou que em breve será divulgado um trabalho estatístico sobre o perfil discente do CPII. Segundo o reitor, o documento aponta que um grande número de estudantes cotistas (alunos oriundos de escola pública com renda familiar de até um salário mínimo, negros, pardos e índios) e em situação de vulnerabilidade social não conseguem concluir o ensino médio.

“Temos um orçamento para a Assistência Estudantil que pode não existir mais. É esse orçamento que compraria para esses alunos merenda escolar, aparelho dentário, muleta (se preciso for), uniforme, óculos. Se essa subvenção terminar, vai ser cada vez mais difícil manter esses alunos cotistas na escola. Não só na nossa, mas em qualquer outra. Creio que o propósito de qualquer governo, em qualquer esfera, e de qualquer gestor é reverter para o povo tudo aquilo que puder causar bem-estar, em nome do bem comum. Tudo isso é alcançado mais facilmente quando nós não vilipendiamos o livre pensamento, porque através do livre pensamento vem a crítica, vem o debate e melhores soluções”, afirmou. “Temos aqui um mosaico do estado do Rio de Janeiro. Estudam aqui pessoas de todas as classes sociais, todos os credos, todas as etnias e assim nós gostaríamos de nos manter. Laicos, contribuindo para que uma família cujos pais não conseguiram dar um passo adiante social ou economicamente vejam isso realizado em seu filho ou sua filha. O único elevador social seguro que se conhece é a escola”, destacou.

Oscar aproveitou a ocasião para aplaudir o trabalho desenvolvido pelas professoras Beatriz Boclin, Vera Maria Rodrigues e Vera Lúcia Cabana e pela bibliotecária Elisabeth Monteiro que juntas produziram o livro Memória Histórica do Colégio II: 180 anos de história na educação do Brasil.

O livro será lançado no próximo dia 12 de dezembro, às 17h, no Centro Cultural da Justiça Federal. A obra dá continuidade ao trabalho desenvolvido pelo professor Escragnolle Doria, que conta a trajetória do CPII em seus cem primeiros anos. “Esse livro retrata os últimos 80 anos do CPII. É notória a evolução da escola. Ela é tradicional, mas não é anacrônica. Ela precisa viver o seu tempo e estar perto de vocês (alunos) para que vocês se mantenham na escola. Fica claro no livro que a escola se modernizou e tenta ser uma escola insertiva”, finalizou.

Durante a cerimônia, a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação (MEC) foi representada pelo coordenador-geral de Planejamento, Orçamento e Gestão, Alexandre Botelho. Ele destacou o sentimento de pertencimento que era possível sentir durante o evento. “Como aluno de escola pública até a minha graduação, entendo muito bem o que é fazer parte de uma escola pública, o que é olhar para o lado e ver um colega que mora em outro bairro, com outra realidade e crescer no meio disso tudo aprendendo a respeitar, a conviver e valorizar o ser humano que está do seu lado. Isso acontece aqui e em todas as escolas públicas do país. E que bom que isso acontece”, destacou.

Alexandre elogiou a qualidade dos profissionais que compõem a Rede Federal e seu compromisso com a formação de jovens cidadãos. “A Setec tem muito orgulho de toda a equipe do CPII, estamos juntos para superar os desafios. Todos defendemos a educação do país, que cada vez mais carece de cidadãos com massa crítica e um olhar diferente para a sociedade, em busca de dias melhores”, reforçou.

Em seguida, a diretora geral do campus Tijuca I, Luciene Stumbo, falou sobre a importância dos membros da comunidade escolar na trajetória de 181 anos do CPII. “Toda instituição é composta por pessoas. Uma escola como o Pedro II, por ser uma escola secular, teve ao longo de sua trajetória a ação de muitas pessoas que permitiram que essa instituição se mantivesse de pé e com a qualidade socialmente reconhecida que tem hoje. Minha fala é uma fala de agradecimento a todas essas pessoas que passaram por aqui, trabalhando e estudando, acreditando na educação e confiando que, através dela, nós poderíamos construir uma sociedade melhor, um mundo melhor. Gostaria de agradecer a todos que estão aqui hoje, que construíram e reconstroem a cada dia a história da nossa instituição”, declarou.

Luciene destacou ainda o protagonismo estudantil durante a festa. “Hoje, o dia é deles. É um dia para que eles comemorem a história da instituição que eles frequentam. Todo o brilho será dedicado a eles, que produziram muitas coisas que gostariam de dividir com vocês”, afirmou a diretora convidando a todos para assistirem as apresentações.

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Fonte: Assessoria de Comunicação do Colégio Pedro II 

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