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Laboratório móvel marca pioneirismo do IFRJ

O campus Paracambi comemorou a aprovação do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) no edital de projeto do Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (CFDD) do Ministério da Justiça e Segurança Pública para a criação de um Laboratório Móvel Para Realizar Análises Físico-Químicas em Obras de Artes de Museus Brasileiros.

Na entrevista abaixo, o professor Renato Freitas, coordenador do projeto, fala das expectativas em relação ao laboratório, e sua contribuição para as atividades do IFRJ e para a sociedade.

Qual a importância deste projeto?

- O projeto tem a proposta de montar um laboratório móvel, que realize análises in situ e não destrutiva, em obras de arte de museus brasileiros. Trata-se do primeiro laboratório móvel a operar em território brasileiro fazendo este tipo de atividade. No caso do IFRJ, por ser a instituição pioneira neste tipo de atividade, acreditamos que no futuro muitos outros laboratórios móveis irão surgir inspirados nesse primeiro modelo.

De que maneira o laboratório trará contribuição para a sociedade?

- Atualmente, a metodologia de trabalho que envolve a conservação e restauração de obras de arte é um campo altamente qualificado, que utiliza análise cientificas para realizar intervenções mais precisas em obras de arte. Logo, os exames que o laboratório móvel irá proporcionar aos museus permitirá realizar procedimentos de conservação e restauração de obas de arte. Processos mais elaborados e seguindo padrões internacionais. É um grande ganho a toda sociedade, tendo em vista que obras de arte agregam valor financeiro, além de ser um patrimônio cultural histórico. Logo, a melhor conservação das obras permitirá que gerações futuras desfrutem desse patrimônio. Outro ponto de contribuição para a sociedade é que esse laboratório terá como bandeira a formação de recursos humanos para atuar neste campo de trabalho. Esperarmos contribuir com a formação de técnicos e pesquisadores para atuarem neste campo de pesquisa, que ainda é muito incipiente no Brasil.

Após a aprovação do edital, quais são as próximas etapas para a criação do laboratório?

- O projeto terá uma duração total de 36 meses. Nossa primeira ação é formalizar um convênio entre o IFRJ e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que nos permitirá ter acesso a diferentes museus, no território nacional, onde faremos a seleção dos casos mais interessantes a serem estudados nesse período. Estamos também aguardando a chegado dos recursos financeiros para a compra dos equipamentos, permitirão realizar as atividades de campo, que englobará análises de obras de arte e palestras em museus.

Além de Renato, que é professor de Física do campus Paracambi, o projeto conta com os seguintes servidores: Douglas Santos Rodrigues Ferreira (professor de física); Valter Felix de Sousa (professor de química); André Rocha Pimenta (professor do técnico em mecânica); Ronaldo Vicente Pereira (professor de artes visuais).

Fonte: Assessoria de Comunicação do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ)

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