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Projeto do IFSC vence Prêmio de Inovação de Joinville

O projeto “Oficina de Integração Mexendo a Cuca: Saúde Mental, Gastronomia, Matemática e Cidadania”, desenvolvido pelo técnico-administrativo do campus Joinville do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Raphael Henrique Travia, obteve o primeiro lugar no 6º Prêmio de Inovação de Joinville, categoria Academia.

O concurso é uma iniciativa do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Comciti), uma instância de participação do Município de Joinville, responsável por ações e políticas públicas de desenvolvimento técnico-científico do qual o IFSC é um dos integrantes.

A entrega da premiação aconteceu no encerramento da ExpoInovação 2019, evento realizado no início deste mês, que reuniu cerca de três mil pessoas para debater inovação na educação e investimentos na área de tecnologia e negócios, por meio de palestras, workshops e fóruns de discussão. O concurso, que teve 51 projetos inscritos e 15 selecionados para apresentação, premiou os três mais relevantes de cada categoria: academia, comunidade e empresa.

“A iniciativa prova que a tecnologia em saúde também está ligada à criatividade, humanização e afetividade, sendo uma tecnologia leve e de fácil reaplicação”, comemora Raphael, que executou o projeto no Serviço Organizado de Inclusão Social (Sois), ponto integrante da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Ele acredita que os aspectos inovadores de seu projeto estejam ligados à sustentabilidade das ações, possibilidade de continuidade e à articulação entre as instituições envolvidas.

Feliz com o resultado, Raphael destaca que a conquista também é uma forma de valorização da escola pública e dos servidores públicos. “A educação passa por um período complicado. Então, é importante mostrar que aqui se faz pesquisa e se trabalha inovação humana. Também é importante trabalhar a quebra de preconceitos na área de saúde mental”, destaca.

Formado no curso superior de tecnologia em Gestão Hospitalar do campus Joinville, Raphael desenvolveu o projeto como trabalho de conclusão de curso de especialização em Educação Profissional Integrada à Educação Básica na Modalidade EJA (Proeja), ofertado pelo Centro de Referência em Formação e EaD (Cerfead) do IFSC no campus Canoinhas, onde trabalhava anteriormente. O projeto de intervenção foi orientado pela professora Marizete Bortolanza Spessatto.

No ano passado, o projeto foi um dos 31 finalistas do Laboratório de Inovações em Educação na Saúde, iniciativa do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana de Saúde com o objetivo de identificar, valorizar e dar visibilidade às experiências inovadoras no âmbito da educação permanente em saúde.

Mexendo a cuca – Quando planejou a “Oficina de Integração Mexendo a Cuca: Saúde Mental, Gastronomia, Matemática e Cidadania”, Raphael levou em conta uma dúvida bastante ampla: será que as políticas públicas de saúde e educação atuais são suficientes para promover a inclusão de indivíduos que convivem com o sofrimento psíquico? Ao usar os conceitos da Educação Matemática Crítica para preparar as atividades, ele quis trabalhar a matemática para o cotidiano, que casa com atividades práticas da terapia ocupacional. “As aulas têm um significado maior quando os alunos veem que conseguem fazer”, destaca.

O pesquisador trabalhou em parceria com a professora Nadia Nair da Costa Peres e terapeutas ocupacionais do Sois com uma turma de alfabetização de educação de jovens e adultos (EJA). O projeto foi dividido em seis fases: seleção de uma receita culinária, redação da receita, confecção de lista de compras, visita ao supermercado para compra dos ingredientes, preparo das receitas e partilha dos pratos. Conforme Raphael, em todas as etapas do processo, os integrantes da turma foram estimulados a pensar sobre o uso racional dos recursos financeiros e a buscar sua autonomia, superando a condição de “doente”.

“Minha experiência traz a inovação ao desenvolver a autonomia das pessoas em sofrimento psíquico, buscando estratégias para elevar sua escolaridade, uma vez que o sujeito alfabetizado pode ler e entender sua receita, fugindo da dependência de se guiar apenas por esquemas de cores e figuras”, justifica.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC)

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