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Diversidade: Programa Mulheres Mil incentiva inclusão da comunidade LGBT

Diretora da Organização Não Governamental (ONG) Pró-Vida e aluna da Turma da Diversidade do Programa Mulheres Mil, Fabíola Silva se sente realizada após ter voltado a frequentar a sala de aula, há dois anos. Ativista e persistente das causas LGBT, ela auxilia o ingresso de outras mulheres travestis e transgênero nos cursos ofertados pelo Instituto Federal de Alagoas (Ifal) destinados a essa comunidade, oportunidade criada pelo Programa Mulheres Mil.

“Estou muito realizada porque conseguimos quebrar o estigma de preconceito de ter uma sala de meninas travestis. Agora somos respeitadas como cidadãs. Podemos usar a sala de aula, o nome social, o banheiro feminino. É uma vitória”, relata Fabíola.

O curso da Diversidade passou a ser ofertado no Ifal em 2016 e, em um primeiro momento, as estudantes receberam noções de pintura em ambientes internos. Agora, já na segunda turma, as mulheres estão aprendendo como maquiar, depilar, entre outros cuidados femininos.

Cabeleireira profissional, ao entrar na primeira turma do curso, Fabíola pensou que não conseguiria realizar tarefas nunca antes exercidas. Mas o resultado foi surpreendente: “eu não sabia pintar nada, hoje pinto minha própria casa. Estou ciente de que vou conseguir realizar o que me foi ensinado durante os seis meses de aula. Além disso, voltei a ter contato com português, matemática, e recebi orientações de etiqueta e de educação sexual.” 

Para Fabíola, o ingresso de mulheres travestis e trans nos institutos federais é importante porque dá oportunidade de estudos e de inserção no mercado de trabalho a essas pessoas que, muitas vezes, precisam se submeter a situações de vulnerabilidade para manter o próprio sustento. “Estamos capacitando e qualificando as meninas, é uma luta constante para nós. Muito graças ao Ifal, e ao próprio estado de Alagoas, tivemos as portas abertas.”

No entanto, a diretora da ONG lembra que, apesar de conquistarem o espaço no instituto, ainda existem muitas dificuldades enfrentadas pelas mulheres travestis e transgênero. “Se elas não forem autônomas, não conseguem trabalhar. A grande parte do nosso segmento vive vendendo o corpo e, assim, fica vulnerável a qualquer tipo de violência”, concluiu.

ONG Pró-Vida – A Pró-Vida foi inaugurada em 1996, a partir de um programa direcionado aos portadores de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). A organização realiza trabalhos com o objetivo de conscientizar, prevenir e realizar um tratamento igualitário a todas as pessoas.

Fabíola, diretora da ONG, enfatiza a importância do papel do governo para assegurar os direitos humanos da comunidade LGBT. “Precisamos que os nossos governos afirmem políticas públicas para os nossos segmentos. Enquanto não existirem leis que nos protejam, a criminalidade vai crescer. Muitas vezes deixamos de ir à delegacia com medo de exposição e, então, não conseguimos resolver o problema”, afirma.

Mulheres Mil – O projeto foi criado em 2004 pelo Colleges and Institutes Canada (CICan – sigla em inglês), à época Associação dos Colleges Comunitários Canadenses (ACCC), em parceria com 12 institutos federais brasileiros, das regiões Norte e Nordeste. A iniciativa mobilizou instituições dos dois países durante a fase piloto, entre elas o Conif, o Ministério da Educação (MEC), a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a Agência Canadense para o Desenvolvimento Internacional. Em 2011, o MEC instituiu o programa nacionalmente, tendo a Rede Federal como referência no país.

Baseado nos eixos educação, cidadania e desenvolvimento sustentável, o Mulheres Mil tem como principais segmentos: possibilitar o acesso à formação; promover a elevação de escolaridade; contribuir para a redução de desigualdade sociais e econômicas de mulheres; promover a inclusão social; defender a igualdade de gênero; combater a violência contra a mulher.

Marina Luísa Oliveira

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