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Dia Nacional do Sistema Braille: reflexão e ação

Mesmo com novas tecnologias que ajudam a melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência, o Sistema Braille de escrita e leitura continua sendo imprescindível para a aprendizagem de crianças, jovens e adultos cegos ou com baixa visão.

O método, criado há cerca de 200 anos na França, chegou ao Brasil por meio de José Álvares de Azevedo, que aprendeu a técnica ainda criança e se dedicou a disseminá-la, com apoio do Imperial Instituto de Meninos Cegos, hoje Instituto Benjamin Constant (IBC), no Rio de Janeiro.

Este dia 8 de abril, em que se comemora o Dia Nacional do Sistema Braille, abre mais uma oportunidade para debater além das políticas públicas de inclusão para os deficientes visuais no sistema educacional do País, discutir mecanismos que favoreçam a integração dessas pessoas na sociedade e a inserção no mercado de trabalho.

Segundo o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45,6 milhões de brasileiros declararam ter algum tipo de deficiência, ou seja, 23,90% da população. Desse montante, 8,3% disseram apresentar uma dificuldade severa, sendo 3,46% com limitação visual grave – índice à frente de problemas sérios no que se refere às questões motora, intelectual e auditiva.

No processo de inclusão social, há um movimento para mudar toda uma cultura e focar, essencialmente, na conscientização de empresas e empregadores, pois diversas profissões podem ser exercidas por pessoas cegas e de baixa visão, sendo primordial, por exemplo, especificar pré-requisitos e atribuições das vagas disponibilizadas antes de entrevistas e contratações.

De acordo com estudo feito pelo IBC, disponível no site do Ministério da Educação (MEC), a dificuldade de colocação profissional é agravada pela crença de que a perda parcial ou total da visão afeta todas as outras habilidades do indivíduo, existindo até desconhecimento sobre as atividades que eles podem desempenhar, receio com prováveis dilemas de relacionamento no ambiente laboral e com a ocorrência de acidentes, sem falar na preocupação com custos para adaptação e aquisição de equipamentos especiais.

O levantamento recomenda, inclusive, que o futuro empregador disponha de uma equipe técnica interdisciplinar, composta por psicólogos, assistentes sociais, professores e orientadores vocacionais, além da realização de cadastramento de pessoas com a deficiência, contendo informações a respeito da respectiva formação, aptidão, interesse e experiência profissional.

Relatório – O estudo do IBC lista mais de 100 profissões que podem ser exercidas e detalha quais são as ocupações, pré-requisitos, a condição visual adequada (cego e/ou baixa visão), além de uma síntese das atribuições. Fisioterapeuta, afinador de piano, analista financeiro, ascensorista, camareira, embalador, massagista, operador de telemarketing, programador e técnico de câmara escura são algumas das funções descritas.

Deficiência visual – A cegueira total pressupõe completa perda do sentido dos olhos, isto é, não há sequer a percepção luminosa. Nesse caso, a pessoa utiliza o Sistema Braille para realizar a comunicação escrita.

Na visão subnormal ocorre uma perda significativa que não pode ser corrigida por tratamento clínico ou cirúrgico nem por óculos convencionais. O seu portador, dependendo da patologia, apresenta comprometimentos relacionados à diminuição da acuidade visual e/ou campo visual, à adaptação à luz e ao escuro e à percepção de cores.

Entende-se por acuidade visual “uma medida da capacidade de distinguir claramente os mínimos detalhes” e, por campo visual, “a área do espaço físico visível quando o corpo, a cabeça e os olhos estão numa posição estacionária, frente ao estímulo observado”.

Leia a íntegra do estudo do Instituto Benjamin Constant.

Bárbara Bomfim

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