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Transformação do conhecimento e formas de inovação

O terceiro painel da Reditec 2019, realizado na manhã desta quinta-feira, 12/9, teve como proposta pensar a aprendizagem nos dias de hoje, a partir de currículos inovadores e do trabalho em rede. Em suas falas, o professor da Universidade de São Paulo (USP), Massimo Di Felice, e o coordenador da Vertical Educação da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), Felipe Mandawalli, destacaram a transformação do mundo a partir das redes e levantaram possibilidades de inovação em instituições de educação. A mediação do painel foi feita pelo pró-reitor de Extensão e Relações Externas do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), André Dala Possa.

O professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, Massimo Di Felice, explanou sobre os tipos de transformações que estão ocorrendo no mundo e convidou os dirigentes a refletirem sobre três temas: epistemologias reticulares, as ecologias do conhecimento na época da programação do mundo e as ecologias do conhecimento na época da automatização do mundo. Segundo Di Felice, o pressuposto para esta reflexão é ter claro que o conhecimento e a inteligência não são exclusividade dos humanos. “Pensar que a inteligência humana seja a única assume características apocalípticas”, afirmou.

Destacando que a espécie humana tem vocação por conexão, o professor mostrou a evolução das redes a partir da internet 1.0, passando pela internet 2.0, internet das coisas, internet dos dados, internet de todas as coisas, plataformas web, blockchain e 5G. Nesse contexto, Di Felice propôs quatro significados para o processo de digitalização: como um progressivo processo de expansão de redes, como a história da ampliação e do incremento de formas de conectividade, como um processo generalizado de “datatização” e como um processo de transfiguração do mundo. “Quando pensamos em internet, não podemos pensar apenas em comunicação; é muito mais do que isso”, afirmou. Para o professor, não se trata apenas de transmissão de informação, mas de alteração de elementos.

Ao abordar a ecologia do conhecimento, Di Felice ressaltou que as plataformas digitais não são mídias, mas sim arquiteturas produtoras de novas formas de interações e de um novo tipo de ecologia feita de dados, dispositivos, softwares, biodiversidades e pessoas. Sendo ecologias interativas, as plataformas proporcionam às pessoas uma alteração da condição habitativa. “Nós não utilizamos a plataforma, nós habitamos a plataforma e somos alterados por ela”, destacou.

O professor enfatizou que a inteligência das pessoas é resultado dessas interações ecológicas. “Não produzimos conhecimento apenas com o cérebro”, explicou. Nesse cenário, Di Felice apresentou um conceito para explicar a dimensão plural da condição humana de natureza complexa. “Passamos de atores sociais para ‘info-víduos’”, completou.

A transformação da educação – Saindo um pouco do campo teórico e científico do primeiro painelista, o CEO da Mettzer e coordenador da Vertical Educação da Acate, Felipe Mandawalli, trouxe exemplos práticos de inovação na educação. Ele apresentou cases da Escola 42 (EUA), da Minerva (EUA), da Kaospilot (Dinamarca), da Católica de SC (Brasil) e da SATC (Brasil) para instigar os dirigentes a diferentes formas de educar. “O conhecimento está em tudo, não só em sala de aula”, disse.

Mandawalli apresentou também ferramentas que podem ser usadas em metodologias ativas para promover a inovação na educação. Entre elas, citou o Design Thinking, a Co-criação, a aprendizagem em equipe, a aprendizagem por projetos, a aprendizagem por problemas, a sala de aula invertida e estudos de casos.

Sem perder o foco em inovação, o palestrante enfatizou a importância da pesquisa. “A pesquisa serve como portfólio dentro e fora da academia”, disse.

Para o empresário, um dos desafios da educação atualmente é formar pessoas para profissões que ainda não existem. Segundo dados de uma pesquisa da Unesco de 2017, apresentada por ele, 68% dos jovens entre 14 e 24 anos estão aprendendo profissões que deixarão de existir nos próximos 20 anos. “Os alunos têm urgência para viver experiências que desenvolvam competências e conexões”, destacou.

Ao fim, instigando os presentes, Mandawalli questionou: “se você fosse construir o currículo da sua instituição de Ensino hoje, a partir do zero, como faria?”, aconselhando os dirigentes a serem líderes dentro do processo de inovação dos currículos em suas instituições.

O Painel “Como pensar a aprendizagem a hoje: currículos inovadores e o trabalho em rede” foi transmitido pela IFSCTV e está disponível aqui.

 Texto: Marcela Lin, do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) – adaptado

 

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