Ação extensionista promove educação ambiental no município de Atalaia

Um grupo multidisciplinar formado por estudantes de Licenciatura em Biologia, Tecnologia de Alimentos e do curso Técnico em Química, do campus Maceió do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), apresentou na Fundação Amadeu Inácio, Organização Não Governamental do povoado de Ouricuri, no município de Atalaia, os resultados da ação extensionista Minha Comunidade, que envolveu um conjunto de medidas para preservação e recuperação ambiental da região. As ações dos estudantes foram iniciadas em 2016 e o relatório de resultados apresentado em julho deste ano, para moradores do povoado Ouricuri, líderes comunitários e alunos de 8º e 9º anos da Escola Municipal João Cordeiro de Souza Júnior. A apresentação de resultados é uma ação de conscientização para a comunidade local sobre a importância de preservar a mata e os recursos hídricos da região.

O grupo, mobilizado pela DEPP/Campus Maceió, foi composto pelos alunos de Licenciatura em Biologia Mayara Cristina Cordeiro, Leonara Evangelista de Figueiroa, Paula Roberta Galvão Simplício); pela aluna de Tecnologia de Alimentos Jeniffer McLaine Duarte de Freitas) e pelos alunos do curso técnico em Química Lahis Martins de Oliveira e João Vitor Santos Terto. As alunas de Biologia foram responsáveis pela confecção de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), descrevendo, a partir de análises práticas feitas in loco, um conjunto de propostas capazes de estabelecer um novo equilíbrio dinâmico entre natureza e desenvolvimento sustentável no Povoado de Ouricuri, envolvendo ações educativas.

Já o grupo de estudantes dos cursos de Tecnologia de Alimentos e Técnico em Química realizou a verificação de condições pertinentes a qualidade da água do local, trabalho orientado pelos professores de Química Demetrius Pereira Morilla e Alan John Duarte de Freitas. A água utilizada pelos moradores do Ouricuri é captada em uma represa artificial, a partir do fluxo de águas das nascentes de rios na região. Essa água é tratada por uma mine estação e distribuída para as casas do povoado. Porém, há locais em que a água utilizada é de cacimbas, capturada “bruta” dos riachos ou da barragem, também utilizada para lazer e sem nenhum tipo de tratamento. A coleta e análise da água foi realizada ao longo do ano de 2016, e o relatório com os resultados da análise apresentado em julho deste ano.

CONCLUSÕES

Ao apresentar os resultados da ação extensionista para a comunidade, o grupo alertou para a questão do desmatamento às margens do riacho, que ocorre em função do plantio e da criação de animais para abate e trabalho. Os alunos recomendaram o reflorestamento de mudas de plantas nativas para replantio às margens do riacho e a possibilidade de um plantio de manejo sustentável para preservar a vegetação.

Do ponto de vista químico, a pesquisa concluiu que as águas de cacimba tinham um alto teor de sais dissolvidos, sendo, portanto, impróprias para consumo.

Quanto aos parâmetros físico-químicos, tirando a turbidez e cor das águas, as análises do grupo concluíram que as características das águas utilizadas pela comunidade estão dentro dos limites estabelecidos pela legislação pertinente ao tema (Portaria MS 2.914/2011). Já a análise microbiológica, somente as amostragens feitas com águas coletadas à beira do riacho indicaram a presença de bactérias E. coli (que causa gastroenterites), devido a carga de fezes de animais, sendo, portanto, impróprias para consumo.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Instituto Federal de Maceió (Ifal)

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