IFS tem três projetos aprovados em edital de iniciação científica com foco na Economia 4.0

O Instituto Federal de Sergipe (IFS), através da Pró-reitoria de Pesquisa e Extensão (Propex), garantiu a aprovação de três projetos, através do edital do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) nº 03/2020, destinado à seleção de projetos de iniciação tecnológica com foco na Economia 4.0 e associados ao tripé educacional: ensino, pesquisa e extensão. A chamada foi voltada à formação de estudantes de ensino médio e de anos finais do ensino fundamental em habilidades ligadas às novas tecnologias digitais.

As três propostas aprovadas foram: “Lizard.4.Future - desenvolvendo competências para Economia 4.0 em jovens do município de Lagarto/SE”, “Aprendiz 4.0”; ambas submetidas pelo Campus Lagarto e “Simulação a partir de um software educacional para uma assistência técnica em computador com critério dos jogos virtuais”, pelo Campus Socorro. No total, foram inscritos 101 projetos de autarquias da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Destes, 60 foram selecionados.

Cada projeto contemplado receberá recursos financeiros no valor de R$ 123.667,66 para cobrir despesas com infraestrutura e recursos humanos. Neste valor está previsto o pagamento de bolsas para os integrantes do projeto, variando de R$161 a R$1.200. Além de prever o atendimento de, no mínimo, 160 beneficiários, as iniciativas têm foco nas tecnologias digitais como programação de software e aplicativos, realidade virtual e realidade aumentada, prototipagem de soluções tecnológicas, inteligência artificial e robótica.

Conheça os projetos:

Para quem nunca ouviu falar, o termo Economia 4.0 é bastante novo e refere-se a uma nova transformação do padrão da atividade econômica, baseada na introdução, desenvolvimento e difusão das tecnologias digitais, na automação e no uso intensivo de dados, que impacta transversalmente os três setores da economia: primário, secundário e terciário.

Aprendiz 4.0

A necessidade de iniciar o pensamento computacional em estudantes de escolas públicas do município sergipano de Lagarto foi a principal motivação para elaboração do projeto: Aprendiz 4.0. De autoria da professora Jislane Menezes, ela explica que por meio do uso da linguagem da programação em blocos para dispositivos móveis, o projeto tem como finalidade despertar habilidades como o desenvolvimento do raciocínio lógico e a capacidade para resolução de problemas utilizando métodos da Ciência da Computação.

“A próxima etapa, após o resultado, é partir para uma fase de planejamento das atividades a serem desenvolvidas para o curso, observando as novas práticas de ensino com o uso das metodologias ativas e competências pregadas na Educação 4.0”, diz.

Além da docente, estão envolvidos neste projeto os professores: Francisco Rodrigues, Cristiane Oliveira, Marlos Silva e outros docentes da Educação Municipal de Lagarto.

Formação de jovens com foco na Economia 4.0

A ideia, segundo Gilson, é montar uma infraestrutura com o recurso adquirido e apresentar a proposta de formação em cinco escolas municipais e convidar 160 jovens do 9º ano do Ensino Fundamental para participar desse projeto, além de produzir o material didático, conduzir as oficinas e apresentar os resultados à comunidade, na mostra de produtos confeccionados pelos participantes.

A equipe propositora do projeto é multirreferencial, contando com a participação dos professores Mário e Gilson, além da professora Catuxe Varjão (todos com formação em Ciência da Computação). Estão envolvidos também: a docente Mariana Barreto de Góis (História); a técnica do IFS, Telma Amélia Pereira (pedagoga); a multiplicadora Selma Amélia de Souza (pedagoga e servidora da rede municipal de Lagarto) e cinco estudantes do Campus, sendo dois do Bacharelado em Sistemas de Informação e três do técnico integrado em Redes de Computadores.

Um conjunto de fatores influenciaram na escolha do tema do projeto, dentre eles: a importância do pensamento computacional e das competências trabalhadas durante seu desenvolvimento para a formação dos jovens para o século XXI, a demanda crescente por pessoas capazes de produzir com as tecnologias digitais com a Economia 4.0, a oportunidade de conhecer a educação em computador como potencializador na mudança social e econômica dos jovens lagartenses.

“Além disso, ressalto as experiências prévias dos professores da equipe com projetos de extensão, envolvendo temáticas similares e a participação deles em um projeto de mobilidade do IFS, em parceria com o Instituto Politécnico do Porto, além do alinhamento da temática aos objetivos do Grupo de Pesquisas em Ferramentas e Estratégias Educacionais (GRUFEE/IFS) e a aproximação com o meu objeto de pesquisa de doutorado, no qual investigo a relação entre o Pensamento Computacional e a Educação na formação dos jovens”, salienta Gilson.

Gamificação e mercado de trabalho

Atrair jovens da Escola Estadual Zumbi dos Palmares para o curso técnico subsequente de Manutenção e Suporte em Informática. Este é um dos objetivos do projeto de “Simulação a partir de um software educacional para uma assistência técnica em computador com critérios dos jogos virtuais”, de autoria do professor e coordenador do curso no IFS Socorro, Luiz Carlos Pereira Santos.

O projeto de gamificação tem como intuito o uso de um software para que estudantes do Campus possam fazer o trabalho que seria desenvolvido, caso ele estivesse no mercado de trabalho, a exemplo de atividades como: manutenção, configuração de computadores, entre outros. Como um jogo virtual, o aluno participante receberá uma pontuação e esta, ao final, demonstrará se ele estará ou não qualificado para o mercado.

“Além de nossos estudantes, vamos envolver também alunos da Escola Estadual Zumbi dos Palmares para que possam ser atendidos pelo programa. Escolhemos esta unidade escolar para que possamos dar oportunidade a este público. Atenderemos quatro turmas no próximo ano e cinco em 2022. O objetivo é atender cerca de 180 alunos”, conta o professor Luiz.

Para a realização do projeto estão envolvidos alunos do Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica (Profept/IFS), profissionais da escola estadual e um estudante do curso técnico subsequente do Campus Socorro, que será o monitor do curso. “Vamos movimentar nossa escola a ponto de que faça com que eles (da Zumbi) retornem como nossos alunos. Teremos computadores de última geração, em que poderão ser desenvolvidas atividades de games e também de robótica”, ressalta o docente.

Fonte: Matéria originalmente publicada no site do Instituto Federal de Sergipe (IFS)

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