IF Baiano desenvolve app de registro de ocorrências em parceria com a PM

tela ROPE registro de ocorrenciasUma ferramenta inédita no estado da Bahia, capaz de facilitar o processo de registro de ocorrências e tornar o planejamento operacional e administrativo da polícia militar muito mais eficaz. Este é o potencial do aplicativo ROP-E (Registro de Ocorrências Policiais Eletrônico), desenvolvido por um grupo de estudantes e professores do curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas do IF Baiano – Campus Guanambi, em uma parceria com o 17ª Batalhão de Polícia Militar (17º BPM) do município.

Em uso em caráter experimental desde setembro do ano passado, a versão final do aplicativo foi entregue oficialmente na última segunda-feira, 4, em evento realizado na sede do 17° BPM, com a presença do tenente coronel Arthur Mascarenhas, do diretor geral do Campus Guanambi, Carlito Barros, dos estudantes e professores responsáveis pelo desenvolvimento do sistema e de oficiais da corporação. 

Como funciona o ROP-E?

O principal uso do ROP-E é o registro das ocorrências. Os policiais poderão inserir, acessando o app por meio dos smartphones disponíveis nas viaturas, informações como dados dos envolvidos, fotos, documentos e o relato do ocorrido. Além disso, a ferramenta permite criar guarnições policiais, efetuar registros de acidentes de trânsito, executar ordens de policiamento (OPOs) e fornecer suporte ao posicionamento global por meio de GPS (o que permitirá a identificação da mancha criminal na região em tempo real). 

“E a principal funcionalidade é a capacidade de operar sem a necessidade de conexão com a internet, permitindo aos policiais atuarem em áreas rurais ou afastadas dos centros urbanos onde o acesso à internet é inexistente ou insatisfatório”, explica o professor do IF Baiano e coordenador da equipe desenvolvedora, Cleyton Batista. 

Desenvolvimento do projeto

O grupo, formado por três estudantes e dois professores do curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, vem trabalhando no desenvolvimento do aplicativo desde fevereiro de 2020. O projeto surgiu a partir de um acordo de cooperação técnica entre o IF Baiano Campus Guanambi e o 17° BPM, que tinha a necessidade de melhorar sua gestão estratégica e responder aos chamados de forma mais ágil. 

“O IF Baiano é a detentora de 100% de toda a tecnologia empregada na solução proposta”, ressalta Batista. O software obteve registro junto ao INPI em 3 de setembro de 2020. Para chegar ao resultado esperado, eles desenvolveram duas interfaces, as quais pudessem atender as partes estratégica e operacional da solução. 

A camada estratégica corresponde a uma interface na Web, que fornece suporte ao gerenciamento e gestão das ocorrências policiais e às respostas estratégicas, permitindo uma gestão inteligente dos recursos de segurança pública. Já a camada operacional é o próprio aplicativo móvel, o qual fornece suporte aos policiais em suas atividades de campo. 

A ferramenta veio para otimizar e simplificar estes dois processos, reduzindo a burocracia dos procedimentos feitos até então. Antes da incorporação do sistema, os policiais utilizavam blocos de formulários de papel para as ocorrências e começavam a incorporar um formulário online às rotinas. “Foi este formulário que serviu de base inicial para modelarmos o projeto”, conta Batista.

A última etapa de desenvolvimento foi concluída com a entrega oficial da versão 1.0 estável do aplicativo móvel no dia 5 de janeiro de 2021. A partir de agora, o grupo inicia a etapa de suporte ao usuário e manutenção da solução, que também inclui a realização de correções e a implementação de rotinas de backups.

Agora os agentes passam pela adaptação de superar três décadas de uso do papel e abrir as portas da digitalização.  “A gente utilizava há 30 anos aquele modelo tradicional, arcaico e ultrapassado de registros em papel. Então a adaptação carece instrução e acompanhamento. Agora, a gente já começa a utilização de maneira real e espera realmente que os policiais todos fiquem engajados para a melhor aplicação dessa ferramenta”, afirma o tenente coronel Mascarenhas, do 17° BPM.

Solução inova com resultados promissores 

Desde a fase de testes, os policiais já vêm constatando os benefícios da ferramenta, como economia de tempo, otimização de pessoal, economia de papel e a possibilidade de ter um registro diário das ocorrências.  

Ainda segundo o 17° BPM, a iniciativa é pioneira no estado e poderá servir de modelo para outras unidades da Polícia Militar da Bahia. “A gente espera ampliar esse aplicativo, inicialmente para toda a região sudoeste, abrangendo grandes municípios, como Vitória da Conquista, Jequié, Itapetinga, Brumado, como também depois, de acordo com o aproveitamento desses benefícios, ampliar para toda a Bahia”, revela o tenente coronel.

Outro benefício destacado pela equipe desenvolvedora é que “a ferramenta permite ainda agilizar o trabalho do policial em campo reduzindo o tempo de execução de uma ocorrência, bem como oferecendo níveis mais sólidos de manutenção dos registros policiais”, completa.

A experiência também proporcionou aos estudantes do IF Baiano uma gama de novos aprendizados. “Na parte do aplicativo, tivemos a oportunidade de colocar em prática todo nosso conhecimento e prática adquiridos em sala de aula para desenvolver um produto inovador”, relata o estudante do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Djalma Santana Malta Neto.

Grupo de desenvolvedores (ROP-E)
Professores: Cleyton Fábio Batista e Fábio dos Santos Lima.
Estudantes: Djalma Santana Malta Neto, Gabriel Rodrigues Barbosa Lobo e Hiago Fagundes Couto.

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