Novo Coronavírus “reinventa” os professores da Rede Federal

secretaria de educaçãoEm meio à pandemia da COVID-19, o que não tem faltado na vida dos mais de 45 mil professores da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica são desafios. Resilientes, o que se tem visto, de Norte a Sul do Brasil, são educadores se debruçarem para encontrar meios e alternativas de levar educação pública, gratuita e de qualidade a milhares de estudantes.

A mudança no processo de ensino-aprendizagem junto ao corpo estudantil é uma realidade que já está presente no cotidiano dos profissionais, como aponta a vice-presidente de Assuntos Acadêmicos do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Sônia Regina de Souza Fernandes. A busca por essa “nova normalidade” soma-se ainda a preocupação pela valorização social da educação e da ciência, dentro e fora de sala de aula.

“Naturalmente, esses desafios de pandemia e pós-pandemia se colocam à medida em que avançamos para falar sobre a educação em tempos de ensino remoto. Um dos nossos principais desafios será a incorporação das tecnologias digitais em sala de aula, e a estruturação dos currículos para absorver o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). É algo que é parte da vida dos estudantes e que a pandemia acelerou sua incorporação no nosso processo de ensino-aprendizagem”, destaca a reitora Sônia Regina. 

Conversa em Rede

O tema também esteve nos holofotes da 44ª Reunião Anual dos Dirigentes das Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica (Reditec 2020). Em uma mesa-redonda sobre Educação, Sônia Fernandes mediou uma conversa marcada por discussões sobre o ensino superior e a formação docente, com a professora da Universidade Federal de Pelotas, Maria Isabel da Cunha, e do coordenador da Escola Superior de Educação, do Instituto Politécnico do Porto (IPP), Luís Maria Fernandes.

Durante o encontro, de pouco mais de uma hora e meia, Maria Isabel jogou luz sobre a necessidade de se pensar e repensar a profissão de professor. Para ela, o processo de formação docente conta com uma série de aspectos que incidem sobre o ofício de educador, como a globalização, as tecnologias e o bem-estar do profissional.

O público ainda foi convidado a refletir sobre as diversas possibilidades de ensino, como a educação a distância, a possibilidade do ensino remoto, o protagonismo pedagógico, produtivismo, inovação como estratégia, saberes e TICs, por exemplo. O encontro está disponível na íntegra na página do Conif.

Corpo docente

Hoje, 15 de outubro, Dia do Professor, o tema Educação costuma ganhar mais espaço nos debates públicos. Enquanto Rede, é urgente que ao abordar o tema, possamos falar sobre a qualificação do corpo docente que atende aos milhares de estudantes das 41 instituições congregadas no Conif – 38 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, dois Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) e o Colégio Pedro II – que, juntas, contabilizam mais de 600 unidades em todo o Brasil.

Atualmente as instituições da Rede contam com 45.430 professores, com dedicação exclusiva à docência nas instituições, de acordo com dados da Plataforma Nilo Peçanha. Em nível de titulação, 51% possuem mestrado, 34% doutorado e outros 12% tem alguma especialização.

“A Rede desenvolve um processo de formação continuada dos profissionais. Isso, somado a uma cara horária viável de dedicação e a possibilidade de desenvolver projetos de ensino, pesquisa e extensão, contribui para o nosso sucesso. Nossa educação de qualidade passa pelos profissionais que formam nossos estudantes”, destaca a professora Sônia Regina de Souza Fernandes, que também é reitora do Instituto Federal Catarinense (IFC).

Apesar dos bons números, os docentes ainda precisam lidar com uma série de adversidades externas que ameaçam a qualidade de ensino e que não estão, necessariamente, ligados aos profissionais. Ainda segundo a Plataforma Nilo Peçanha, a relação de matrículas por professor vem aumentando nos últimos anos, passando de 21 estudantes por docente em 2017 para 24 alunos por professor em 2019.

As questões ligadas ao orçamento – há um iminente corte de R$ 1,9 bilhão do orçamento de universidades e institutos em 2021 - também têm efeito junto aos professores. A reitora Sônia Regina explica que o impacto disso não será perceptível de imediato, mas irá afetar os docentes que desejarem investir em formação continuada, por exemplo. “Sem orçamento a instituição terá dificuldades em contratar professores substitutos, o que inviabiliza essa busca por formação fora das instituições. A questão de conectividade dentro e fora de sala também pode ser afetada, por exemplo”, pondera.

Assessoria de Comunicação do Conif
Texto: Marcus Fogaça
Revisão: Fernanda Torres
Foto: Álvaro Henrique/Agência Brasil

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