Robô desenvolvido por pesquisadores do IFPE é mais um aliado no combate ao novo Coronavírus

robo auroraApesar dos constantes cortes no orçamento, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica permanece entregando à população brasileira pesquisas e inovações importantes, como a robô Aurora. O projeto, que utiliza inteligência artificial e radiação ultravioleta para desinfetar ambientes e livrá-los de micro-organismos, como o novo Coronavírus, ganhou repercussão nacional ao virar notícia no Jornal Nacional do sábado, 24 de abril.

A robô foi desenvolvida por pesquisadores do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) em parceria com pesquisadores do Centro de Informática (CIn) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e do Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste (CRCN-NE). A ferramenta tem 80 centímetros de altura, pesa 40 quilos e levou nove meses para ser desenvolvida.

Esse projeto foi vencedor de um edital promovido pela UFPE, especificamente para o fomento de ações de combate à Covid-19. O professor Leandro Almeida, do CIn/UFPE, submeteu o projeto e convidou os professores Frederico Menezes e Ângelo Peixoto, ambos do IFPE, para participarem da construção do dispositivo. Ângelo contribuiu com a parte de engenharia mecânica, estrutura e acionamentos do produto; já Frederico colaborou com sua expertise em química e radiação.

O projeto consiste em um conjunto de lâmpadas que emitem radiação ultravioleta capaz de eliminar, em superfícies ou no ar, fungos, bactérias e vírus, agindo no armazenamento de informações genéticas (DNA) ou na produção de proteínas (RNA).  Toda a operação do equipamento é feita de maneira remota e nenhuma pessoa pode permanecer no ambiente enquanto ele estiver ligado.

Segundo Ângelo, a Aurora é um robô autônomo que grava o trajeto pelo qual irá desinfetar. "Por meio de uma Interface Homem Máquina (IHM), que pode ser um controle remoto ou um aplicativo, o operador faz o caminho pelo qual ele quer que o robô percorra. Esse trajeto então é gravado na memória do dispositivo. Para manter a segurança com relação à radiação, tanto o operador como qualquer outra pessoa, precisam se retirar do ambiente, para dar início do processo de varredura feito pelo robô", explica.

De acordo com Menezes, essa iniciativa se une a várias outras desenvolvidas pelas instituições públicas de ensino no Brasil para o combate ao novo Coronavírus, porém, vai mais além: "Esperamos que isso seja usado para diminuir o risco de contaminação das pessoas por outros agentes patológicos, como fungos e bactérias, principalmente em ambientes hospitalares. Vale destacar também que essa iniciativa só reforça como é importante que nossas instituições sejam apoiadas e financiadas corretamente para o desenvolvimento de tecnologias, para diminuir a nossa dependência de insumos e produtos importados de uma forma geral", enfatiza.

Os protocolos de uso e segurança da Aurora já foram aprovados por dois comitês de ética: da Universidade Federal de Pernambuco e do Ministério da Saúde. Com isso, o equipamento já pode ser utilizado em ambientes como hospitais, escolas, academias e escritórios. A expectativa dos pesquisadores é produzir mais robôs em pouco tempo e a um custo baixo.

“Cabe destacar a importância desse produto científico e tecnológico que vai se constituir em um serviço à sociedade brasileira diante de sua relevância. Outro ponto que merece destaque é o fato da tecnologia ser produzida em pouco tempo, em um cenário adverso e a baixo custo. Isso mostra como o conhecimento científico ajuda o país na solução de problemas”, destaca a presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Sônia Regina de Souza Fernandes.

Com informações do IFPE

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