O coordenador da Câmara de Relações Internacionais do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e reitor do Instituto Federal do Paraná (IFRP), Adriano Pereira, participou do painel “Apresentação das Instituições Públicas Brasileiras”, do I Fórum de Reitores Brasil-África.
O encontro reuniu representantes de instituições brasileiras para debater as principais políticas de expansão e internacionalização do Ministério da Educação (MEC), com ênfase na cooperação com países do Sul Global.
Durante apresentação, Adriano destacou a Rede Federal como uma parceira estratégica na cooperação entre Brasil e África. Ele falou sobre a experiência das instituições na formação técnica e tecnológica, com forte presença nos territórios, integração entre ensino, pesquisa e inovação e compromisso com o desenvolvimento social e sustentável.
O coordenador também enfatizou as ações de internacionalização conduzidas pelo Conif, incluindo cooperação técnica, mobilidade acadêmica, formação de formadores e projetos estruturantes em países africanos, além dos desafios enfrentados, como barreiras linguísticas, financiamento e infraestrutura. Ao final, ainda apontou perspectivas futuras, como energias renováveis, educação no campo, inclusão equitativa e fortalecimento da cooperação no âmbito BRICS–África.
“Tivemos a oportunidade de apresentar todo o potencial da Rede Federal para ações de cooperação, tanto na área educacional quanto em pesquisa e extensão. Mais do que compartilhar nossas experiências com os países africanos, o encontro também foi um espaço de escuta e aprendizado mútuo, dentro da perspectiva da cooperação Sul–Sul”, explica Adriano.
Além do reitor do IFPR, participaram da mesa Marcelo Bregagnoli, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC; Marcus David, secretário de Educação Superior do MEC; Kátia Evangelista Regis, coordenadora-geral de Justiça Racial e Combate ao Racismo do Ministério da Igualdade Racial; Antônio Carlos Rodrigues de Amorim, diretor da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); e José Daniel Diniz Melo, reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e representante da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). O debate foi moderado pelo diretor de Relações Internacionais da Capes, Rui Oppermann.
Programa de Estudantes-Convênio (PEC)
A principal ferramenta de aproximação diplomática e cultural destacado no painel foi o Programa de Estudantes-Convênio (PEC), que completa 60 anos de atuação. Na seleção mais recente, referente ao ano letivo de 2026, cerca de 80% das quase 4 mil vagas ofertadas a estudantes estrangeiros foram ocupadas por cidadãos de países africanos, matriculados em cursos de medicina, engenharia, agricultura, educação e ciências sociais.
Para assegurar o bom desempenho acadêmico e a integração desses estudantes, o MEC, com o apoio do Conif, tem priorizado políticas de assistência e permanência estudantil, ações de acolhimento intercultural e diretrizes linguísticas voltadas à valorização da língua portuguesa.
Nesse contexto, destacam-se iniciativas voltadas à superação das barreiras linguísticas, como o Projeto Milton Santos de Acesso ao Ensino Superior (Promisaes) – que concede auxílio financeiro a estudantes de graduação oriundos de países em desenvolvimento –, o próprio PEC e as redes institucionais vinculadas ao programa Idiomas sem Fronteiras (IsF).
Diretoria de Comunicação do Conif
Com informações do Ministério da Educação
Foto: Moacir Evangelista/Conif
