Conif participa da abertura do I Fórum de Reitores Brasil-África, em Brasília

O presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Júlio Xandro Heck, participou, nesta segunda-feira (25/5), da solenidade de abertura do I Fórum de Reitores Brasil-África. A iniciativa é liderada pelo Ministério da Educação (MEC) e ocorreu no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília.


No palco, ao lado de Heck, estiveram o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; o ministro da Educação, Leonardo Barchini; a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros; a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; entre outras autoridades brasileiras e africanas.


O momento inicial do encontro também reuniu dirigentes das instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica de todo o país, representantes de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil e representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas (AAU).


Ao comentar sobre a realização do fórum, Júlio Xandro Heck ressaltou a importância do encontro para o fortalecimento das relações acadêmicas entre Brasil e África. Segundo ele, a iniciativa cria um espaço propício para a troca de experiências e a construção de parcerias institucionais.


“É um espaço para compartilhar experiências e estabelecer novas relações, mas, principalmente, para abrir possibilidades e perspectivas de cooperação entre as unidades da Rede Federal e as universidades africanas. Certamente, isso trará repercussões muito importantes para o futuro da Rede, fortalecendo cada vez mais essa cooperação”, afirmou.


Para o presidente do Conif, a expectativa é que o fórum constitua uma agenda contínua de cooperações entre Brasil e África. “Que seja o primeiro encontro de muitos”, completou.


Na sequência, durante a solenidade de abertura, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, associou o papel das instituições de ensino do país às lutas sociais e anticoloniais, destacando a importância do pensamento crítico na construção de sociedades mais justas. “O pensamento crítico caminha lado a lado com a luta anticolonial e o combate ao racismo, à misoginia, à xenofobia e a todas as formas de discriminação”, afirmou.

Lula também ressaltou o compromisso histórico do Brasil com o continente africano e defendeu a prioridade da África na política externa brasileira. Segundo ele, o fórum representa “um passo para fortalecer e expandir nossa cooperação na área da Educação”.


O I Fórum de Reitores Brasil-África é uma iniciativa do MEC e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com apoio da ANDIFES (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior). O encontro tem como objetivo fortalecer e ampliar a cooperação em educação superior entre o Brasil e o continente Africano por meio da promoção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas, como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.


A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. O evento se estende até o dia 27 de maio.


Capes Move África


Durante o momento de abertura, o MEC anunciou o programa Capes Move África, que cria 2,6 mil bolsas para mestrandos e doutorandos africanos estudarem no Brasil por um período de até dez meses. A iniciativa terá investimento total de R$47,4 milhões.


O termo de compromisso do programa Capes Move África foi assinado pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, e pelo presidente substituto da Capes, Antonio de Sousa Filho. A iniciativa tem como objetivo estimular a mobilidade acadêmica internacional, facilitando a vinda de estudantes de pós-graduação do continente africano ao Brasil para realização de parte de sua formação em universidades brasileiras de excelência.


"Abrir as portas do Brasil para estudantes africanos é aprofundar ainda mais nossos laços históricos, formando redes de pesquisa, ampliando publicações conjuntas, fortalecendo a cooperação científica e produtiva, e aprofundando o conhecimento voltado ao desenvolvimento sustentável, econômico e produtivo dos nossos povos juntos”, pontuou o ministro Barchini.  


O programa prevê a concessão de 2,6 mil bolsas de estágio sanduíche, distribuídas em duas etapas de seleção, com 1,3 mil vagas cada. Desse total, 800 bolsas serão destinadas a estudantes de mestrado, com duração de dois a seis meses, e 500 a doutorandos, com períodos que variam de quatro a dez meses.


A iniciativa prioriza programas de pós-graduação localizados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Para assegurar a permanência e a conclusão das atividades acadêmicas, os bolsistas selecionados contarão com benefícios que incluem bolsa mensal, auxílio-deslocamento, auxílio-instalação e seguro-saúde, pagos em parcela única. Além disso, será concedido o Auxílio ao Pesquisador (AUXPE), destinado ao custeio de despesas do projeto, como materiais de consumo ou contratação de serviços de terceiros.


Para participar do processo seletivo, o candidato deve residir em um país africano no momento da inscrição, ter cursado ao menos um semestre do mestrado ou doutorado na instituição de origem, não estar realizando curso no Brasil no mesmo nível pretendido e não possuir pendências junto à Administração Pública Federal brasileira.


Diretoria de Comunicação do Conif

Com informações do Ministério da Educação
Foto: Moacir Evangelista/Conif

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