A construção de um Sistema Nacional de Avaliação da Educação Profissional e Tecnológica (SINAEPT) comprometido com a identidade da Rede Federal e voltado ao fortalecimento das políticas públicas esteve no centro dos debates da segunda mesa do Seminário Nacional de Avaliação da Educação Profissional e Tecnológica (AvaliaEPT).
Com mediação da coordenadora da Câmara de Ensino do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Oneida Irigon, o diálogo reuniu o diretor de Avaliação da Educação Profissional e Tecnológica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Ricardo Cardoso; a diretora de Políticas e Avaliação da EPT do Ministério da Educação, Sandra Grutzmacher; e a reitora do Instituto Federal da Bahia (IFBA), Luzia Mota.
O debate destacou que o processo de construção do sistema nacional de avaliação deve considerar a diversidade da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), reconhecendo suas especificidades e seu compromisso com a formação humana integral, o desenvolvimento dos territórios e a melhoria contínua das instituições.
Ao abrir a mesa, Oneida ressaltou que avaliar é uma escolha política e pedagógica. Para ela, discutir o SINAEPT significa discutir o próprio projeto de educação defendido pela Rede Federal. Nessa direção, Sandra Grutzmacher enfatizou que o objetivo do MEC não é produzir classificações entre instituições, mas gerar informações qualificadas que subsidiem decisões e fortaleçam as políticas públicas.
"Há a intenção da Secretaria de Educação Profissional do Ministério da Educação de fazer o acompanhamento das ações relacionadas à avaliação da EPT como um todo, incluindo programas e projetos relacionados a essas políticas", destacou a gestora.
Na sequência, o diretor de Avaliação da Educação Profissional e Tecnológica do Inep, Ricardo Cardoso, apresentou os princípios que orientam a construção do SINAEPT. Segundo ele, o sistema nasce de um processo coletivo que envolve o Inep, a Setec e representantes da própria Rede Federal. "Nossa intenção não é padronizar as ofertas, mas construir um sistema capaz de reconhecer as especificidades de cada território e de cada instituição", afirmou Cardoso.
Ao longo do debate, os participantes convergiram na defesa de um sistema de avaliação construído de forma colaborativa, orientado pela melhoria da qualidade da educação e comprometido com a identidade e a diversidade da Educação Profissional e Tecnológica. Luzia Mota defendeu que qualquer modelo de avaliação da Educação Profissional e Tecnológica precisa partir da compreensão da identidade construída historicamente pela Rede Federal.
"Se hoje estamos aqui discutindo a avaliação da Educação Profissional e Tecnológica, talvez isso seja um bom sinal. Talvez signifique que a Rede Federal sobreviveu à fase em que a preocupação era apenas existir", comentou Luzia em sua fala inicial.
Para a conselheira do Conif, a Rede Federal é uma experiência singular e não um conjunto de cursos. "Somos uma política pública orientada por um projeto de sociedade", destacou.
O AvaliaEPT ocorre nos dias 9 e 10 de julho, no Campus Brasília do Instituto Federal de Brasília (IFB). A instituição é parceira do Conif na realização do evento. A íntegra das mesas será disponibilizada no canal do Conif no YouTube.
Diretoria de Comunicação do Conif
Foto: Moacir Evangelista
