O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou o repasse de R$ 120 milhões para a alimentação estudantil na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. O valor será adicionado ao orçamento de custeio deste ano, que também terá o reforço de R$ 50 milhões para aquisição de equipamentos e R$ 30 milhões para o desenvolvimento de projetos de extensão.
O anúncio ocorreu na noite de terça-feira (24/5), em reunião com os conselheiros do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), no Ministério da Educação (MEC), em Brasília. Durante o encontro, Santana ainda assinou a autorização para a mudança de tipologia de 38 novos campi de institutos federais em todo o país, que deixarão de ser campi avançados.
Aos dirigentes, Santana defendeu que o Ensino Médio Integrado seja uma política pública do país e reforçou sua admiração pelo trabalho desenvolvido pelas instituições da Rede Federal. “Para mim, o ensino médio brasileiro deveria ser todo técnico”, disse o ministro da Educação aos conselheiros do Conif.
Ao lado do secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli, o ministro da Educação apresentou aos dirigentes do Conif um balanço dos três anos em que esteve à frente da pasta e destacou as medidas de fortalecimento institucional, recomposição orçamentária e ampliação de políticas de inclusão lideradas pelo ministério. A expansão e a consolidação das instituições da Rede Federal também tiveram destaque nas falas.
De acordo com o ministro, foram investidos R$ 2,72 bilhões na criação de 112 novas unidades de ensino, dos quais R$ 1,1 bilhão foi destinado à aquisição de equipamentos. Ele também destacou que a estratégia de consolidação adotada pela pasta inclui R$ 1,49 bilhão para melhorias estruturais, abrangendo 280 obras — como laboratórios, bibliotecas e sedes administrativas — e a implantação de 270 restaurantes estudantis.
Para o presidente do Conif, Júlio Xandro Heck, a gestão de Camilo foi marcada pela retomada de investimentos e pelo diálogo. Em sua fala, ele destacou o empenho do ministério em acolher as demandas do Conif e da comunidade acadêmica, que o ministro tem visitado nos últimos meses. “A gente percebe, nas suas ações, nos seus atos, nos seus anúncios, uma reação daquilo que o senhor tem visto e vivenciado pela Rede Federal”, pontuou.
Heck também fez sinalizações ao ministro e à sua equipe sobre pautas importantes para as instituições. “Para a Rede Federal poder ter expansão, para o 113 poder funcionar, precisamos dos técnicos administrativos. Precisamos da continuidade da política de alimentação escolar, que é a bandeira número um das nossas instituições. Continuaremos insistindo nisso, ainda mais quando a gente vê que insistir está dando certo”, pontuou. Outro ponto levado ao ministro foi a “defesa enfática, irrevogável e soberana do Ensino Médio Integrado”, considerado pelo presidente do Conif como a “joia da coroa da Rede Federal”.
Homenagem
O Conif entregou ao ministro uma placa em reconhecimento ao trabalho desenvolvido à frente da pasta. Camilo deixará o comando do ministério nos próximos dias. “Nesses três anos e três meses, o senhor liderou bem a educação brasileira, mais especificamente no recorte que nos cabe, liderando a Educação Profissional, Científica e Tecnológica do Brasil. Seu nome está na história da educação do Brasil”, enfatizou Júlio Heck.
Novos campi
Entre os anúncios feitos pelo ministro da Educação esteve a autorização da mudança de tipologia dos 38 novos campi de institutos federais. A medida faz parte de uma série de compromissos firmados por Camilo junto ao pleno do Conif. A autorização para o início dos novos campi tem foco na interiorização da oferta de educação profissional e tecnológica (EPT).
As unidades autorizadas, por estado, são: Tartarugalzinho (AP); Remanso, Ribeira do Pombal, Ruy Barbosa, Santo Estêvão e Poções (BA); Quirinópolis e Porangatu (GO); Colinas (MA); Bom Despacho e João Monlevade (MG); Minas Novas (MG); Itajubá (MG); Sete Lagoas (MG); Colniza (MT); Goiana (PE); Altos, Barras e Esperantina (PI); Rio de Janeiro – Cidade de Deus e Complexo do Alemão (RJ); São Miguel, Touros e Umarizal (RN); São Luiz Gonzaga, Porto Alegre – Zona Norte e São Leopoldo (RS); Cotia, Diadema, Guarujá, Mauá, Osasco, Ribeirão Preto, Santos, São Paulo – Cidade Tiradentes, São Paulo – Jardim Ângela e São Vicente (SP); e Tocantinópolis (TO).
Essas unidades atenderam a uma série de critérios analisados pela equipe técnica do MEC, que verificou condições adequadas de infraestrutura, organização administrativa e capacidade acadêmica para o início das atividades. Com o acréscimo das 38 unidades, a Rede Federal passa a contar com 724 unidades. A partir dos próximos exercícios orçamentários, os novos campi serão incorporados à matriz de financiamento das instituições.
Diretoria de Comunicação do Conif
Texto e fotos: Marcus Fogaça/Conif
