O ministro da Educação, Leonardo Barchini, participou, nesta quinta-feira (11/6), da 156ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), realizada em Brasília. Durante o encontro, o ministro ouviu dos dirigentes a apresentação de uma série de demandas relacionadas ao orçamento, à assistência estudantil, à expansão da Rede Federal, à regulamentação de carreiras e à nomeação de dirigentes eleitos.
O presidente do colegiado, Júlio Xandro Heck, apresentou ao ministro um panorama das principais reivindicações defendidas ao longo da 5ª edição da Marcha dos Dirigentes por Mais Orçamento na Rede Federal, realizada nesta quarta-feira (10/6), no Congresso Nacional. Entre as pautas destacadas, a alimentação estudantil ocupou posição central.
“Seguimos com a nossa campanha de alimentação escolar. Ontem, no Congresso Nacional, a pauta foi muito bem recebida e temos encontrado apoio entre os parlamentares. O desafio agora é garantir recursos para a Ação Orçamentária 21 IV. O nosso desafio agora é colocar dinheiro nessa ação”, afirmou Heck.
Ao pleno, o ministro reforçou o compromisso do Governo Federal com o fortalecimento da Rede Federal e apresentou perspectivas para temas considerados estratégicos para as instituições. Em sua fala, deu destaque especial à política de alimentação estudantil, apontada como um dos principais desafios para a ampliação da permanência e do êxito dos estudantes.
Segundo o ministro, o Governo Federal pretende ampliar os investimentos em restaurantes estudantis e garantir condições para que todas as unidades contem com estruturas de alimentação adequadas. “A gente sabe que um dos principais entraves para a ampliação das escolas em tempo integral é a alimentação. Por isso, nosso compromisso é garantir que todos tenham acesso à alimentação estudantil”, afirmou.
Barchini destacou ainda que a pauta tem recebido atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com ele, o Executivo pretende avançar na implantação de restaurantes estudantis e assegurar os recursos necessários para sua manutenção. “O presidente está convencido da importância dessa política. Queremos garantir o custeio e avançar para que todas as unidades tenham restaurante estudantil”, ressaltou.
O ministro destacou ainda o papel dos Institutos Federais, Cefets e do Colégio Pedro II como referências na oferta de educação básica integrada à educação profissional. “Vocês são o modelo da educação básica brasileira, especialmente no ensino médio integrado”.
Outras demandas
Além da alimentação estudantil, o presidente do Conif trouxe para a pauta preocupações relacionadas à liberação de recursos financeiros para o pagamento de contratos e serviços terceirizados, à publicação de editais de extensão e à aquisição de equipamentos, além da regulamentações do Reconhecimento de Saberes e Competências dos Técnico-Administrativos em Educação (RSC-TAE) e da Política Nacional de Assistência Estudantil.
Diretoria de Comunicação do Conif
Texto: Marcus Fogaça
Foto: Moacir Evangelista
