Curricularização da Extensão é tema do Forproext

Entre os últimos dias 26 e 29 de abril, foi realizada na Reitoria do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), no bairro do Canela, em Salvador, a reunião do Fórum de Pró-Reitores de Extensão (Forproext) do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif). Paralelamente, também foram realizados na Reitoria o Fórum dos Dirigentes de Ensino (FDE) e o Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Forpog), único que terminou no dia 28 de abril.


Gestoras(es) da área de Extensão de diversos institutos federais estiveram reunidos durante quatro dias debatendo temas de interesse das instituições que compõem da Rede Federal de EPCT, entre eles a redação de um documento solicitando um posicionamento do Conif sobre demandas como a atuação de Técnicos Administrativos em Educação (TAEs) em ações de Ensino, Pesquisa e Extensão, o pagamento de bolsas de extensão a estudantes do ensino médio técnico e a importância das pró-reitorias das áreas fim, permanecerem separadas. Grupos de Trabalho foram formados para discutir temas específicos da pauta do encontro. Cada GT sistematizou informações, proposições e seu plano de trabalho.


Na avaliação da pró-reitora de Extensão do Instituto Federal da Bahia, Nívea Cerqueira, o Forproext sediado em Salvador teve “quatro dias de intenso debate com os demais fóruns das áreas finalísticas se debruçando sobre aspectos que transversalizam a formação [dos estudantes] sob forma de ensino, extensão e pesquisa”. Além disso, lembra Nívea Cerqueira, “tivemos o desafio de veicular, concomitantemente,  o I Congresso de Extensão da Rede Federal [Conext], do qual o IFBA também compôs o comitê organizador".  


“A realização do Forproext no IFBA, um evento tão importante para o desenvolvimento do instituto em consonância com a Rede Federal, credita à nossa instituição um lugar de destaque, de avanço nas relações interinstitucionais”, afirma Nívea Cerqueira, que recentemente encerrou um mandato à frente da Coordenação Regional do Fórum. “Encerramos o mandato com a sensação de fortalecimento e de contribuições mútuas, na medida em que o IFBA vem se tornando também referência em algumas frentes estratégicas para a Extensão da Rede de EPCT”, declara a gestora.


O coordenador do Fórum dos Dirigentes de Ensino (FDE), o Fórum de Pró-Reitores de Extensão (Forproext), Ruy Aguiar, considera “inadmissível” que o debate sobre permanência e êxito fique restrito à área de Ensino. “Permanência e êxito é Ensino, Pesquisa e Extensão. Tudo é ensino, pesquisa e extensão. Então, penso que o desafio maior é a maturidade que a gente tem que crescer no diálogo”, diz Aguiar, que é pró-reitor de Extensão e Cultura do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM).


Na visão da pró-reitora do IFBA, se há relevância social do IFBA na comunidade, “se a emancipação se desloca do sujeito e abrange toda a rede de relações ligadas aos estudantes, se há transformação social e não apenas pessoal, os vínculos, o planejamento, os indicadores revelarão o impacto na formação dos estudantes e a aderência por meio dos diversos projetos extensionistas”. Nívea Cerqueira evoca um provérbio africano para a nossa realidade que diz que "é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança", e afirma: “nós colocamos as instituições no bojo dessa coletividade, não qualquer uma, mas aquelas que têm como princípios a extensão como compromisso social, a dialogicidade, a perspectiva freireana e cuja missão se comprometa com a formação das juventudes da classe trabalhadora e com a democratização da educação”, sustenta Nívea.


“Entendo que a relação com as comunidades por meio da extensão é o que temos de mais potente enquanto estratégias de desenvolvimento social, científico, cultural e tecnológico dos territórios. Com base nisto, é necessário atentar que canal de acesso dos e das estudantes da Rede não deve estar alocado exclusivamente nos processos seletivos e nas formas de ingresso tradicionais de estudantes regulares, mas antes disso ao estabelecer uma relação dialógica com os territórios de origem desses e dessas estudantes, com suas famílias, com suas representações e outras formas associativas”, conclui a pró-reitora de Extensão do IFBA.


Assessoria de Comunicação do Conif

Texto: Bárbara Souza - Ascom/IFBA

Foto: Ascom/IFBA

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